e não entendo como.
quinta-feira, 4 de março de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O meu passarinho sempre teve muita cores, muitos pios.
Todos sentem arrepios ao ouvi.lo e vê.lo.
Como ele canta.
E em vezes como esta me encanta,
suas penas têm de repente todo o conforto que existe.
O meu passarinho não tem gaiola, ainda bem.
Uma rouxinola que no peito tem todo o mundo.
E seu canto embala, só um segundo,
até ao dia de sol que vem.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Numa viagem. não esta, nem a outra. uma
Olhando a imagem que passa na janela do comboio,
enche.me uma calma, a calma dos pensamentos passando vagarosamente,
deixando no corpo seu rasto de melancolia e euforia.
Espero a sua passagem e fito-os.
Passará algum tempo e não serão mais pensamentos,
serão imagens adormecidas.
E ao acordar, novamente serão sentidos.
Até já, bom sono.
(adormeci?)
Ao voltar da grande viagem,
ao chegar à cidade que não interrompeu o seu caminho,
assim como não cessa o correr do rio com mais ou menos
seixos no fundo, sou levemente tomado por uma estranheza,
uma dormência de quem acordou do eu sonho e só agora toma
consciência do seu despertar.
E o corpo reconhece este espaço,
ele sabe o que tem de fazer,
apesar de nem me lembrar de alguma vez
o ter feito.
Enquanto cá não estive não pensei neste lugar
porque este não era o lugar onde eu estava.
E agora esta é a realidade.
Há lugares que nos prendem o pensamento ele fica,
sem corpo.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Os olhos vivem de novo, tudo
O som dos comboios que chegam e partem
podia trazer toda a viagem
para junto de mim,
mas hoje não.
Por algum razão
ou razão nenhuma.
Essas fazemos conforme a vontade,
e na verdade,
a minha razão anda perdida no chão.
E não a procuro,
ela não me ilumina o escuro
nem tira do caminho o chão duro,
só me diz em que curva da estrada irei cair.
Não me contem o que virá a seguir,
já não serei eu a vive.lo quando chegar a altura.
Não me digam que o caminho vai ser cheio de frescura,
descobrirei quando essa for a minha parte da rua.
Não faz mal que não saiba onde os pés irão doer,
poderei descansar no chão que houver.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Reencontrei os olhos,
aqueles olhos,
os que o vento me tinha tirado.
Não os ter era pesado.
Sabes como pesa.
Teus olhos me indicam o caminho,
não viajo sozinho.
Certo é que sempre os encontro
(cada vez com mais cores)
pousados no meio das flores.
Chove
e a água lava os olhos nas minhas mãos
rega as plantas no nosso jardim.
Vejo enfim.
aqueles olhos,
os que o vento me tinha tirado.
Não os ter era pesado.
Sabes como pesa.
Teus olhos me indicam o caminho,
não viajo sozinho.
Certo é que sempre os encontro
(cada vez com mais cores)
pousados no meio das flores.
Chove
e a água lava os olhos nas minhas mãos
rega as plantas no nosso jardim.
Vejo enfim.
sábado, 29 de agosto de 2009

Porque conto eu só sentimento se não sou só feito dele?
Era eu (mais) piqueno e desenhava.me cientista, de quimico-fisico-sabia la eu.
Não sabia mas sabia-me seguro de adorar o raciocínio, a beleza irrefutável do círculo.
Agora o círculo não é mais a forma de arestas infinitas, é círculo de côr.
Talvez o facto de 1+2 ser 3 em todo o meu mundo conhecido me desse a segurança
de conhecer o que me esperava.
Talvez seja altura de voltar.
Não é hora de decidir, é só uma hora nostálgica.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Punha-se a tarde, parei para tentar preencher linhas do meu caderno.
Decidi que era vazio escrever sem ter o que dizer.
Agora escrevo porque o acaso,
seja o que fôr que lhe chamemos,
tem uma forma engraçada.
Aparece quando tem vontade,
faz por vezes parecer que a nossa própria vontade se torna a dele.
Assim encontrou.me uma ligação que me é aconchegante, por acaso querendo eu tambem encontra.la.
Decidi que era vazio escrever sem ter o que dizer.
Agora escrevo porque o acaso,
seja o que fôr que lhe chamemos,
tem uma forma engraçada.
Aparece quando tem vontade,
faz por vezes parecer que a nossa própria vontade se torna a dele.
Assim encontrou.me uma ligação que me é aconchegante, por acaso querendo eu tambem encontra.la.
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