segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Ciclos


Olhando para longe, vejo como nunca vi!

O mundo estende-se para todas as direcções,

plano e claro. Mas quando as vezes me deito sozinho

a olhar enquanto todos dormem, memórias e sentimentos

saltam e me desconfortam. De um nascer do Sol para o outro

uma dessas vezes pode modificar tudo. Ja nao expremo ao maximo

todas as experiencias do dia, ja não cresço...

O dia para e o tempo congela, as pequenas coisas ficam de parte.

Apenas as memórias me ocupam inutilmente.

Bom é o proximo nascer do Sol, que leva as memórias, e traz

de volta as pequenas coisas e a bailarina envernizada, e a música.

Até ao próximo põr-de-sol...

terça-feira, 7 de agosto de 2007


Ouvi dizer que toda a gente festeja.
Dizem que Agosto corre desenfreadamente,
mas aqui apenas a água corre, para lá e para cá.
A água e o pensamento, que voa por cima dos filhos-de-alguém que jogam
com as raquetes e das mães-de-alguém que se passeiam junto ao mar
(hoje parece um gigantesco lago, tão calmo está o vento).
Necessidade humana de gostar de estar noutro situação..
"porque eu só estou bem aonde eu não estou".
Também já cá estou há algum tempo... Pudesse o corpo voar

terça-feira, 17 de julho de 2007



Sem rosto dançavam e eu observava por detrás da porta.
Moviam-se suavemente pelo chão do quarto com seus pés de faz-de-conta..
Era tão natural, tão chegados estavam seus corpos de madeira envernizada.
Eu vi-os sentir, viam cores e agarravam-se pois sabiam-se únicos..
Os únicos bonequinhos capazes de sentir da mesma forma; bem talvez não exactamente igual..
Eram bonecos do meio de infinitos mais... mas dançavam a mesma valsa.
Agora sentam-se nos seus suportes a conversar em poses estranhas, à espera da próxima oportunidade para se sentirem sem
a pressão da sociedade de bonequinhos que os observam para bem e para o mal.
Venhas tu manequim envernizada de pensamento, e gostava de dançar contigo, e de sentar-me nos nossos suportes e saber se vês o vermelho como eu, como sentes o sabor da framboesa e do vento que traz o sonho

quarta-feira, 11 de julho de 2007

"Mãe, deu-me uma vontade enorme de cortar o cabelo"
"Das-me o prazer de to cortar?"
 A primeira foi minha.. Guardei-a como recordação.
O resto vi cair enquanto pensava que se calhar não queria perder o meu
companheiro que tratava há uns tempos...
Já não volto a trás. Estou mais leve! Consigo saltar e voar mais longe agora.
Talvez seja a mudança, talvez seja só um corte de cabelo.

Enfin!


Hier, j'ai vu le film et
maintenant, je connâit Amelie Poulain! Hurray

domingo, 8 de julho de 2007

Sonhar acordado

Olho para o céu e imagino... imagino que chegou o momento...
o momento do meu sonho, onde estamos, vivemos...
Ouço vozes, melodia que me alegra como um beijo de bom dia,
que me lembra daquilo por que vivo.
Depois acordo, ja não estamos no mesmo lugar,
ja me esqueci do que quero..
prossigo o dia inutilmente, chegando ao fim sem nada concretizado,
sem inspiração,
só com o sonho onde estavas comigo naquele mundo onde de tudo eramos capazes.
O momento ainda não chegou.. talvez um dia não veja este mundo apenas a dormir.
Por enquanto espero

sábado, 7 de julho de 2007

Apaguei


Ontem decidi.
Não decidi, "decidi".
Deram-me a escolher entre uma opção que me tirava liberdade e outra que ma dá
mas me obriga a comprometer com algo que não desejo.
"Porque somos pais e não podemos ficar de braços cruzados
a ver um filho a fazer-se mal, mesmo sabendo que pode não surtir nenhum efeito" disseram eles.
No principio perguntaram-me que pretendia fazer, para a seguir imporem a prepotência de pais quando as coisas não correram como eles quiseram. Queriam que dissesse que o que andava a fazer era errado e que não devia mais fazer isso.
Não o fiz.
Concordei em seguir a segunda "escolha",
mas não por achar que não deveria fazer o que fazia.
No final da noite lagrimas escorriam.. ainda não sei bem porquê..
não foi por o fumo ter que morrer..
talvez não tenha agido da forma como idealizei...
bem, está apagado..por 2 anos.. se calhar

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Esqueci-me do meu malho provocado ontem pelo domino(o cão que vive em minha casa e que eu raramente vejo por minha culpa) e por um brincadeira de saltinhos pela rua.
Hoje de manha arrumar coisinhas por casa.
De tarde foi bom,voei para a praia.
Não estava à espera de estar com ninguém hoje mas foi bom decidir de repente já depois do almoço, e viajar para estar com a
inês, a teresa, o bitó(que eu não estava à espera de encontrar), a mariana, a rita e a cata a apanhar solzinho e sentir
a areia a cobrir os pés descalços. 
Hmm tão bem que soube a areia. Eles ficaram queimados. Já não andava de combóio há uns tempos. Surgiu uma nostalgia de praia e viagens de comboio ao fim da tarde. Ando um bocado mudo ultimamente, tenho que falar mais. Hoje a lua está ainda mais brilhante do que ontém.



Ontem a noite saí de casa e fui explorar o pouco terreno abandonado que há num lugar onde tudo é de algúem.
Estava a anoitecer, decidi deitar-me a fazer companhia ao Sol enquanto ele se ia embora e a espera da Lua. Esperei, esperei, olhei para uma borboleta que voava perto, voltei a focar o céu qua cada vez escurecia mais um pouco,
até que tão sorridente e brilhante apareceu a senhora Lua.
Fiquei deitado por uns tempos hipnotizado e depois levantei-me, sacudi a camisola e fui rua a cima a fazer os habituais jogos (pisar só dentro de quadrados, não pisar os prolongamentos imaginários das linhas passadeiras,...). Ainda não estão todos de férias por isso os meus
primeiros dias de férias têm sido
assim, sozinho a contemplar e a lembrar-me do que e bom.
Vamos ver como hoje será =)

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Abraços, abraços...



Vou na rua.. Vejo a cascata de gente a descer e a desviar-se nas ruas. Correm, correm para chegar um lugar onde vao correr ainda mais;
trabalham a correr, sem um sorriso na cara, para correrem para casa onde comem uma refeição rápida para verem a correr as notícias 
para dormir um pouco,
menos a correr, pois precisam da força para correr o dia seguinte.
Momo chamava a estas pessoas os homens cinzentos. Quando passam por quem conhecem são capazes de lhes ofertar apenas um cumprimento, quando não se ficam pelo acenar de mão com um forçado sorriso, que tanto tempo poupa.
Entristece-me o facto de muita gente não ter tempo e (a)vontade para um abraço que eu gosto tanto de oferecer. Gosto tanto que não haja distâncias criadas sem propósito. Sabe mesmo bem quando alguem se sente bem com a flor ou pequeno mimo que lhe dou. 
Abraços a correr do fundo, abraços apertados...
Está Sol lá fora..
Um abraço faz muita diferença; sabe bem o contacto com alguém, a sensação
de aconchego.
Não tenho abraços hoje.. o Sol foi-se embora..