Há dias em que estou tão cheio de qualquer coisa indefinível,
de qualquer sensação, que me julgo no dever de o escrever.
E julgo esse sentir tão importante, que o quero misturar em metáforas
e flores, dar voltas às dores e alegrias de histórias (vividas?)
Há dias em que estou tão cheio de mim.
Há dias em que me canso da minha ânsia, sem conseguir deixar de a ter.
Há dias...
Adormece
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Olhando para a folha branca,
tanta frase que não sai.
Nem um riso nem um ai
se desenham pela minha mão
E eu cheio de intenção
cantaria como um poeta
a história da vida inquieta
do velho vendedor de sonhos.
Reduzo-me a ser feito
da música já bem criada,
das palavras vestidas a preceito
que me fazem correr pela estrada
do pensamento.
E eu tão lento...
Não lhes respondo.
tanta frase que não sai.
Nem um riso nem um ai
se desenham pela minha mão
E eu cheio de intenção
cantaria como um poeta
a história da vida inquieta
do velho vendedor de sonhos.
Reduzo-me a ser feito
da música já bem criada,
das palavras vestidas a preceito
que me fazem correr pela estrada
do pensamento.
E eu tão lento...
Não lhes respondo.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
As flores
Aos poucos planto.
planto porque sim,
sem propósito nem fim no horizonte.
Não para ter história que se conte
nem se guarde com orgulho.
Falsas-paixões são entulho
que fere o sentir e a vista.
É bom que se insista que planto
não para afagar o pranto
de sêr jardineiro desde que eu sou eu.
(que é belo ser assim jardineiro
sonhando incondicionalmente)
Apenas prezo sentar.me,
como quem sente,
com um sonho pairando
a entreter a mente.
Não como quem se entretem e descarta,
pessoa já farta, deixa sua flor murchar.
Planto.as pela sua cor,
seu aroma trazendo o calor
da soma das viagens pelo sentir.
Vivo.as no que hão de ser e há de vir
sem que existam para além-mim.
O que será delas no fim?
O fim não vem para as flores,
que para o seu jardineiro
cheiram sempre ás ânsias e dores
de quem não tem canteiro
nem ancinho,
nem se importa de sonhar sozinho.
Passeio.me a caminho de tudo...
planto porque sim,
sem propósito nem fim no horizonte.
Não para ter história que se conte
nem se guarde com orgulho.
Falsas-paixões são entulho
que fere o sentir e a vista.
É bom que se insista que planto
não para afagar o pranto
de sêr jardineiro desde que eu sou eu.
(que é belo ser assim jardineiro
sonhando incondicionalmente)
Apenas prezo sentar.me,
como quem sente,
com um sonho pairando
a entreter a mente.
Não como quem se entretem e descarta,
pessoa já farta, deixa sua flor murchar.
Planto.as pela sua cor,
seu aroma trazendo o calor
da soma das viagens pelo sentir.
Vivo.as no que hão de ser e há de vir
sem que existam para além-mim.
O que será delas no fim?
O fim não vem para as flores,
que para o seu jardineiro
cheiram sempre ás ânsias e dores
de quem não tem canteiro
nem ancinho,
nem se importa de sonhar sozinho.
Passeio.me a caminho de tudo...
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
De aí de longe
partilha comigo aquele silêncio confortável,
silêncio que poisa só porque o sabemos poder
ter sem razão ou mal ao mundo.
o silêncio do segundo
em que se dançou.
que lá fora nada mudou.
ninguém o achou e fez dele revolução.
não se faz pão e vinho dele, não.
não se faz música sozinho com ele, não.
não te dirá nada se não for a vontade.
o silêncio não é verdade
que se tome à letra.
silêncio soalheiro,
soprado pelo meio de ruas cheias.
(para quem já não sei chamar, para la do irreal)
(da irrealidade da sua presença)
silêncio que poisa só porque o sabemos poder
ter sem razão ou mal ao mundo.
o silêncio do segundo
em que se dançou.
que lá fora nada mudou.
ninguém o achou e fez dele revolução.
não se faz pão e vinho dele, não.
não se faz música sozinho com ele, não.
não te dirá nada se não for a vontade.
o silêncio não é verdade
que se tome à letra.
silêncio soalheiro,
soprado pelo meio de ruas cheias.
(para quem já não sei chamar, para la do irreal)
(da irrealidade da sua presença)

O leve fumo de um cigarro de um homem
que absorto na sua imaginação se torna ele
próprio leve, se elevando rumo ao céu.
Essa é a pessoa que vive plenamente no seu interior,
na infinidade da sua imaginação, sem constragimentos alheios
ao seu sonho.
É ele que existe de todas as formas.
Esse é pessoa, viajante do real inexistente.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
dançando a três
três é o número da inês
é a conta que deus fez
conta? (qual conta?)
três é o número da vez
em que tudo é perfeito,
é utopia que morre no leito
três divide as valsas
danças a dois são falsas
dançamos nós, o par
e a causa de sonhar
dançamos seguindo a voz que nos guia
seja ela a música ou a alegria
de se saber em paixão (pelo mundo).
pisando o chão
dançamos o segundo que havia...
dançando a três se fez o dia.
é a conta que deus fez
conta? (qual conta?)
três é o número da vez
em que tudo é perfeito,
é utopia que morre no leito
três divide as valsas
danças a dois são falsas
dançamos nós, o par
e a causa de sonhar
dançamos seguindo a voz que nos guia
seja ela a música ou a alegria
de se saber em paixão (pelo mundo).
pisando o chão
dançamos o segundo que havia...
dançando a três se fez o dia.
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